Programação gratuita em 1º de agosto discute memória, reparação histórica e o potencial transformador da arte contemporânea; mostra encerra no dia 3 de agosto
Uma programação especial que inclui a participação da artista Rosana Paulino marca a reta final da exposição Atlântico Sertão no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP). No próximo sábado, 1º de agosto, das 11h às 13h, os visitantes podem participar dos debates “Atlântico: travessias em defesa dos direitos humanos” e “Sertão: ancestralidade e reparação histórica”, que convidam a refletir sobre a produção artística como instrumento de transformação social, preservação da memória e defesa dos direitos humanos.
Participam dos encontros o curador Jean Carlos Azuos, a idealizadora do projeto Marina Maciel, o professor Álvaro Luiz Travassos de Azevedo Gonzaga e as artistas Rosana Paulino, Lidia Lisboa e Juniara Albuquerque. Ao longo da conversa, serão abordadas as relações entre criação artística, ancestralidade, memória, resistência e os desafios de construir novas narrativas diante das permanências da violência colonial.
As mesas dialogam diretamente com o percurso expositivo. Enquanto “Atlântico: travessias em defesa dos direitos humanos” revisita a trajetória do Coletivo Atlântico e sua atuação artística e política, “Sertão: ancestralidade e reparação histórica” aprofunda questões ligadas à memória coletiva, aos saberes ancestrais e aos processos de reparação, presentes nas obras reunidas na exposição.
Em cartaz no CCBB São Paulo até 3 de agosto, Atlântico Sertão reúne mais de 70 artistas de diferentes regiões do país para apresentar uma releitura do sertão como território simbólico de resistência. Distribuída por todos os andares do edifício, a mostra reúne pinturas, esculturas, fotografias, instalações e obras inéditas que articulam os conceitos de “Atlântico” e “Sertão” em uma narrativa decolonial sobre identidade, exclusão, memória e a afirmação de direitos.
A iniciativa integra a terceira edição do Coletivo Atlântico, movimento formado majoritariamente por pessoas historicamente minorizadas que utiliza a arte como ferramenta de mobilização social. O projeto dá continuidade às experiências de Atlântico Vermelho, apresentada na ONU, em Genebra, e Atlântico Floresta, realizada no Museu de Arte do Rio durante a cúpula do G20, consolidando uma trajetória que transforma a produção artística em ações de incidência política.
A exposição Atlântico Sertão foi selecionada no Edital CCBB 2026-2027 e viabilizada por meio da Lei Rouanet. O projeto conta com o apoio da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), do Instituto Guimarães Rosa, Ministério das Relações Exteriores (IGR/MRE) e Museu de Arte do Rio (MAR).
Serviço:
Encontros: “Atlântico: travessias em defesa dos direitos humanos” e “Sertão: ancestralidade e reparação histórica”
Local: CCBB São Paulo – Cinema
Data: 1º de agosto
Horário: 11h
Ingressos: Gratuitos, disponíveis 1 hora antes da atividade na bilheteria do CCBB SP e em www.bb.com.br/cultura.
Exposição: Atlântico Sertão
Data: Até 03 de agosto de 2026
Horário: das 9h às 20h, exceto às terças
Local: CCBB São Paulo – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro


