Ensaio: Gran Torino, uma das obras de arte de Clint Steawood

Ensaio: Gran Torino, uma das obras de arte de Clint Steawood

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Outro dia, sem opção para assistir na TV por assinatura (cada dia pior e com repetição constante de fitas) e olhando a minha coleção de DVDs, resolvi assistir Gran Torino (USA, 2008, Warner Bros) mais uma vez. E foi muito interessante e proveitoso como lição de vida, fazendo repensar em muitos valores! Ainda: um Clint Steawood, o mais carrancudo dos seus personagens interpretados, outros papéis, com problemas existenciais e que faz um ex-combatente da Guerra da Coreia! Dirigindo e interpretando o personagem principal – Walt Kowalski – dá uma aula de interpretação e direção! Vamos ao enreda desta obra prima da sétima arte.
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Mas você vai me perguntar: o que cinema tem de comum com um site que fala de veículos Aí te repondo: o Ford Torino foi carro de tamanho médio produzido para o mercado norte-americano entre os anos de 1968 e 1976, que,  inicialmente , foi uma remodelação maior do Ford Fairlane  produzido pela Ford entre 1962 e 1970. Após 1968, o nome Torino foi incluído nos carros do modelo Fairlane, sendo considerado uma nova série. A partir de 1970, o Fairlane passou a ser considerado como uma sub-série do Torino. Em 1971 o nome Fairlan foi retirado e todos os carros médios passaram a se chamar. Torino (Turim) é a principal cidade italiana da indústria automobilística (a Fiat está lá), considerada a  Detroit da Itália. A maioria dos Ford Torino eram carros convencionais e geralmente o modelo mais popular era o sedan de quatro portas. Mais tarde a Ford produziu novos modelos do Torino, com maior potência. Com isso, este modelo foi escolhido pela marca  para ser seu carro nas corridas da Nascar.
Gran Torino
Mas vamos voltar ao filme que começa no funeral da esposa de Kowalski que mora num antigo e deteriorado bairro de Detroit. Walt não se da bem com seus dois filhos e com seus netos, que o veem mais como um problema do que como um parente. Como fica claro quando durante o funeral da avó, a sua neta pergunta se pode ficar com o Ford Gran Torino 1972  do avô quando ele morrer, dando a entender que deseja isso em breve.
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Seu vizinhos, uma família de hmongs (vietnamistas que ajudaram os norte-maricanos durante o conflito do Vietnã), os Vang Lor, que nesse momento celebram o nascimento de uma criança. Thao (Bee Vang) um adolescente medroso e que por falta de uma presença masculina, acaba sendo tratado por todos como uma “mulherzinha” e a sua irmã Sue (Ahney Her) que é o “homem” da casa.
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Um dia, Thao é pressionado por seu primo, o “Spider”, a entrar na gangue dele. E como iniciação ele precisa roubar o carro de Kowalski, o grande Ford Gran Torino 1972. A noite ele invade a garagem de Walt, mas acaba sendo surpreendido pelo idoso que o ameaça com uma arma, que cai e começa tossir e cuspir sangue.
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No noite seguinte Spider aparece para tomar satisfações com Thao, que falhou em sua iniciação. A família tenta evitar que Spider pegue Thao e provoca a ira de Kowalski, que sai de sua casa armado e expulsando o bando de arruaceiros. No dia seguinte a comunidade asiática inteira aparece para homenageá-lo, o considerando um herói do bairro. Sozinho, no dia de seu aniversário, Sue a convida para ir a um churrasco em sua casa. Kowalski descobre que os hmong tem mais afinidade com ele de que sua própria família. O filme segue mostrando a relação de Kowalski e sua família, e como ele passa a relacionar com a família vizinha,principalmente com Thao e Sue.
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A relação de pai e filho que ele tem com Thao é muito bem trabalhada. Ele ensinando Thao, como ele se deve se comportar com as mulheres, a falar como homem, uma profissão, ou seja o transformando num homem é tocante, me lembrou a relação que tive com meu avô. Sue também é uma personagem interessante, que ajuda a Kowalskit ver que ainda existem pessoas boas no mundo e faz com ele se interesse por Thao.
Os três atores principais – Clint Eastwood, Bee Vang e Ahney Her – dão uma verdadeira aula de interpretação, conseguindo passar a emoções dos personagens.  A fita também marca a despedida de Steawood como ator, mas não como diretor. Gostou, então pegue a pipoca o refrigerante, se ajeita na poltrona e boa diversão!
 

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