ANFAVEA: as previsões para 2014, um ano atípico, são bem otimistas

ANFAVEA: as previsões para 2014, um ano atípico, são bem otimistas

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Impulsionada pelo bom desempenho das exportações, do agronegócio e pela substituição de veículos importados por nacionais, a produção brasileira de autoveículos de 2013 foi a melhor da história da indústria automobilística. Os dados foram divulgados na terça-feira, 7, em São Paulo, SP, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea.
As 3,74 milhões de unidades produzidas em 2013 superaram em 9,9% as 3,40 milhões de 2012. No último mês do ano saíram das linhas de montagem brasileiras 235,8 mil, 12,1% abaixo das 268,3 mil do mesmo mês de 2012 e inferior em 18,6% com relação as 289,6 mil de novembro de 2013.
Para Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, os resultados de 2013 foram positivos, mas a indústria tem muitos desafios para superar: “Hoje o Brasil é o quarto maior mercado no mundo, mas apenas o sétimo maior produtor. E para subirmos nesse ranking teremos que melhorar nossas condições de competitividade. Em 2013 demos importantes passos com a consolidação do Inovar-Auto, atração de investimentos para o desenvolvimento da produção local e apresentação de projetos como o Inovar-Máquinas, Inovar-Tecnologias e Exportar-Auto”.
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As exportações encerraram 2013 com alta de 26,5% ao se comparar as 563,3 mil unidades do ano passado com as 445,2 mil de 2012. No comparativo mensal, contudo, os 40,3 mil autoveículos que deixaram o País no último mês de 2013 representaram retração de 2,2% ante os 41,2 mil de dezembro de 2012 e de 11% frente os 45,2 mil de novembro do mesmo ano.
Em valores, as exportações de autoveículos – inclui autopeças – e máquinas agrícolas em 2013 registraram novo recorde histórico: foram exportados US$ 16,6 bilhões, 13,5% acima dos US$ 14,6 bilhões de 2012. O montante supera em pouco mais de US$ 330 milhões o ano de 2011, até então o melhor ano da história neste quesito.
A produção de máquinas agrícolas automotrizes em 2013, também recorde histórico, superou a barreira das 100 mil unidades pela primeira vez – as 100,5 mil máquinas fabricadas estão 20% maiores que as 83,7 mil de 2012. Só em dezembro foram 6,5 mil unidades, 13% acima das 5,7 mil de dezembro de 2012 e 20,2% abaixo das 8,2 mil de novembro de 2013.
A demanda por produção foi consequência da elevação do mercado interno, estimulado por safra recorde, taxas atrativas de financiamento e busca permanente de aumento da produtividade por parte do produtor. Este contexto fez de 2013 o melhor ano da história em vendas internas, que registraram 18,4% de aumento quando comparadas as 83,1 mil máquinas comercializadas com as 70,1 de 2012. Isoladamente, dezembro do ano passado subiu 2,4% ao se comparar as 5,9 mil unidades vendidas com as 5,7 mil do mesmo mês de 2012, mas recuou 2,3% contra as 6,0 mil de novembro de 2013.
Em licenciamento, 2013 terminou como o segundo melhor ano da história – atrás apenas de 2012. Houve contração de 0,9% ao defrontar os 3,76 milhões de autoveículos do ano passado com os 3,80 do ano anterior. Na comparação mês a mês, as 353,8 mil unidades de dezembro de 2013 ficaram 1,5% mais baixas que as 359,4 mil de igual período de 2012 e 16,8% superiores que as 302,9 mil de novembro de 2013.
De acordo com Luiz Moan Yabiku Junior, “o resultado pode ser considerado um empate técnico no patamar mais elevado da história da indústria, mas a rigidez na concessão de créditos foi um fator determinante que segurou um pouco o ímpeto do consumidor”.
Ao se analisar separadamente o licenciamento de autoveículos nacionais, 2013 fechou as atividades como o melhor ano da história, com alta de 1,5% comparado com 2012, enquanto os importados caíram 10,3%. Com isso a participação dos importados no total de licenciamento em 2013 foi de 18,8%, o mais baixo dos últimos anos.
A Anfavea também divulgou na terça-feira, 7, suas projeções para 2014, que apontam para novos recordes. A associação projeta para 2014 aumento de 0,7% na produção, 1,1% no licenciamento, 2,1% nas exportações em unidades e 2,6% nas exportações em valores. Para o segmento de máquinas agrícolas, as projeções indicam estabilidade em produção e exportações e 1,1% de alta em vendas internas.
 
 

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