ABEIFA: o novo nome da ABEIVA

ABEIFA: o novo nome da ABEIVA

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A ABEIVA (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) anunciou que ampliará sua atuação de entidade dedicada unicamente aos importadores, para atender também às demandas de novos fabricantes. O principal objetivo da mudança, decidida em reunião plenária com a participação dos representantes das associadas, é o de possibilitar que as empresas que já anunciaram fabricação de veículos no país possam permanecer na entidade e continuar com o suporte por ela oferecido, agora com o estatuto modificado.
‘’Com as mudanças no cenário do mercado automotivo após a implantação do Inovar-auto, que trouxe incentivos para a instalação de novas fábricas no Brasil, entendemos ser importante que as empresas que anunciaram investimento para produção continuem como associadas da ABEIVA (agora ABEIFA), ao lado das empresas que seguirão exclusivamente como importadoras’’, declara Flavio Padovan.
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As empresas do setor automotivo investem no Brasil por diversos propósitos, mas o principal deles é o tamanho do mercado e o potencial de crescimento.  O papel da entidade é o de trabalhar para que suas associadas possam exercer suas atividades com segurança de que as regras do mercado serão preservadas, gerar empregos, atender aos desejos dos consumidores e gerar lucro para seus acionistas, que na maioria dos casos das atuais empresas importadoras são empresários brasileiros.
A atuação da entidade, que já encaminhou a documentação para a mudança de nome para ABEIFA, será sempre em benefício do setor, da cadeia produtiva e do consumidor, que quer escolher o veículo que melhor se encaixa ao seu perfil. “Trabalharemos para que nossos associados tenham seus interesses salvaguardados e a favor dos desejos do consumidor e dos investidores comprometidos em trazer novos produtos e novas tecnologias para o Brasil”, complementa Padovan.
De acordo com os dirigentes da entidade, os propósitos de importadores e fabricantes, apesar de distintos, não são excludentes. Outra argumentação é a de que a entidade atuará em benefício de marcas com perfis distintos daquelas que fabricam no país há mais de dez anos e que estão em outro patamar de volumes de produção.
“Nós acreditamos que o Brasil é um país que oferece oportunidades para todos, fabricantes e importadores. Mesmo quando, nos anos 2010 e 2011, algumas de nossas associadas registraram seus maiores volumes de vendas, nossa participação nunca ultrapassou 5% do mercado total. Sendo assim, não concordamos com o argumento de que os importados são uma ameaça para a indústria local. O que nós pleiteamos é que as regras sejam claras, que o consenso prevaleça e os interesses da sociedade sejam analisados, ponderados e garantidos”, completa Marcel Visconde, vice-presidente da associação.
Na visão dos dirigentes da entidade, é possível trabalhar para que a sociedade como um todo seja ouvida e as decisões sejam democráticas. Os consumidores sabem o que querem e quanto podem pagar; os empreendedores querem atrair parceiros e fazer investimentos; os representantes de empresas estrangeiras querem atuar no Brasil; os trabalhadores querem ampliar suas oportunidades de emprego; os sistemistas precisam se desenvolver e o Governo quer maior arrecadação. Desta forma, ao se tornar ABEIFA, a associação trabalhará para equilibrar os desejos desses distintos públicos e pelo desenvolvimento do setor automotivo.
“Com clareza e bom senso nas decisões, o mercado se tornará maduro e será cada vez mais respeitado. O nosso papel enquanto entidade que agora congrega importadores e fabricantes é o de buscar o equilíbrio entre os interesses dos múltiplos agentes, para que o setor seja beneficiado sem que regras excludentes ou medidas unilaterais sejam implementadas a favor de uma ou outra parte”, finaliza Flavio Padovan.
 
 

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