ANEF registra R$ 228,6 bi de saldo de financiamento de veículos em 2013

ANEF registra R$ 228,6 bi de saldo de financiamento de veículos em 2013

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Em 2013, o cenário do crédito para financiamento de veículos foi marcado pelas incertezas da economia nacional. No ano em que o número de licenciamentos apresentou desaquecimento de 0,9%, os bancos associados à ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) conseguiram manter o fôlego devido ao suporte das fabricantes, que em muitos momentos subsidiaram promoções, juros menores e até mesmo a taxa zero.
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A soma das carteiras de veículos, CDC e Leasing, fechou 2013 em R$ 228,6 bilhões, contra R$ 242,2 bilhões em 2012. Este é o segundo ano consecutivo que ocorre uma redução deste saldo. Em 2011, a somatória das carteiras foi de R$ 244,9 bilhões. O total acumulado de recursos liberados, para CDC e Leasing, seguiu o ritmo, registrando R$ 117,5 bilhões no ano passado, ante os R$ 118,6 bilhões de 2012, uma retração de 1%.
Ao contrário do que poderia ser concluído, a diminuição no saldo das carteiras não está atrelada à queda no número de propostas aprovadas. As promoções de taxa zero diminuem o valor médio dos financiamentos. Este é o principal fator que teve impacto no saldo. “Esta é uma política normal de mercado utilizada pelas montadoras que subsidiam taxas menores, ou até mesmo a taxa zero, que torna o financiamento mais atraente”, explica Décio Carbonari, presidente da ANEF.

Décio Carbonari, presidente da ANEF

Décio Carbonari, presidente da ANEF


Segundo o executivo, o fato mais positivo de 2013 foi a manutenção de tendência de queda da inadimplência, que registra o não pagamento com mais de 90 dias. Na modalidade CDC para pessoa física, o índice foi de 5,2%, o que representa queda de 1,2 ponto percentual abaixo do índice de 6,4%, assinalado em 2012. Da mesma forma, os atrasos inferiores a 90 dias para pessoa física, no CDC, apresentaram redução: 8,4%, em 2012, versus 7,7% em 2013.
“Esta é a boa notícia de 2013, e que pode desenhar uma tendência para 2014, ao menos para o setor de crédito automotivo. A queda dos índices de inadimplência confirma o acerto na correção das políticas de crédito das instituições, o que poderá permitir ofertas compatíveis a este novo cenário”, avalia Carbonari.
Outro ponto ressaltado pelo presidente da ANEF é o crescimento na proporção de veículos negociados por consórcio. “Em modelos zero-quilômetro, cerca de 8% das entregas foram feitas via consórcio, o dobro do volume dos últimos quatro anos.”
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As taxas de juros apresentaram pequenas variações ao longo de 2013. Em dezembro de 2012, a ponderação média das taxas praticadas pelas associadas da ANEF era de 1,25% a.m, e encerrou 2013 em 1,27%, enquanto as taxas anuais passaram de 16,08% a.a para 16,35% a.a. Mesmo com a ligeira elevação, os bancos de montadoras continuam praticando melhores taxas que os de varejo. As taxas médias utilizadas pelo mercado saltaram de 1,52% a.m para 1,62% a.m e de 19,8% a.a para 21,3% a.a, em 2013. A Selic subiu de 0,58% a.m para 0,80% a.m, assim como cresceu na taxa anual, passando de 7,25% a.a para 10% a.a.
Dos 3,576 milhões de automóveis e comerciais leves novos vendidos em 2013, 37% foram negociados mediante o pagamento à vista, redução de 2 p.p sobre 2012. Estes dois pontos percentuais foram transferidos para financiamentos pelo CDC, que em 2012 representavam 51% e, no ano passado, foi a preferência de 53% dos compradores. O Leasing manteve-se estável, sendo responsável por apenas 2% dos pagamentos, enquanto 8% foram adquiridos por meio de cotas de consórcio.
No segmento de caminhões e ônibus, das 191,3 mil unidades vendidas, 77% foram pelo Finame; 1%, por meio de Leasing e Finame Leasing; 2%, por consórcio; 9%, por CDC; 11%, à vista. Já na comercialização de 1,5 milhão de motocicletas, as modalidades utilizadas em 2013 foram: 36% CDC; 36% consórcio; e 28% à vista. Nos contratos firmados no ano passado, os planos máximos oferecidos pelos bancos foram de 60 meses, mas a média efetivada foi de 42 meses. Em 2012, alcançou os 43 meses.
 

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