Vendas de implementos registram queda no 1º quadrimestre do ano

Vendas de implementos registram queda no 1º quadrimestre do ano

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Setor teve retração de 9,1% na comercialização de carretas leves e pesados, e reclama da falta de sinais de retomada.
Nos quatro primeiros meses do ano, a indústria de implementos rodoviários registrou uma retração de 9,1% nas duas linhas de mercado – Leve e Pesado. “Não percebemos nenhum sinal que indique a retomada do ritmo da economia e isso preocupa muito o setor”, diz Alcides Braga, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR).
Ao contrário, a entidade vê com alarme a queda nas compras da indústria de bens de capital. O setor, assim como o que produz implemento rodoviário, também um bem de capital, depende integralmente do financiamento concedido no âmbito do PSI/Finame do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em março a entidade registrou queda no volume de pedidos. As operações via Finame em março teriam ficado na média de 20 por dia, enquanto em outros meses o número de operações diárias passou de 500.
Bens de capital é uma categoria que abrange máquinas que fabricam produtos variados e caminhões que, junto com implementos rodoviários, são responsáveis pelo transporte da maior parte das mercadorias. “A queda nos pedidos nesses setores sinaliza redução de atividade econômica e afeta diretamente a indústria de implementos rodoviários”, afirma o presidente da ANFIR.
Outro sinal que preocupa o setor produtor de implementos rodoviários é a perspectiva de alta dos chamados preços administrados, aqueles que têm interferência do governo, como gasolina e energia elétrica, por exemplo. Segundo analistas de mercado, consultados pelo Banco Central, a previsão para o aumento dos preços administrados neste ano subiu de 4,75% para 5%. “São insumos fundamentais para movimentar a economia e qualquer alteração em seu valor acaba sendo repassada atingindo desde clientes corporativos até o consumidor final. O reflexo na atividade econômica é inevitável e não desejável”, afirma Mario Rinaldi, diretor Executivo da ANFIR.
O segmento Pesado (Reboques e semirreboques) apresentou de janeiro a abril vendas 9,9% abaixo do mesmo período de 2013. De janeiro a abril foram vendidas 18.965 unidades ante 21.050 comercializadas nos primeiros quatro meses de 2013.
No setor Leve (Carroceria sobre chassis) a queda foi de 8,6%. As vendas de produtos de janeiro a abril foram de 30.720 unidades, contra 33.610 apuradas no mesmo período de 2013.
mc
MAN fornece caminhões para manutenção de linhas de energia elétrica
Fabricante fechou parceria com Terex para customizar veículos que prestam serviços à Furnas.
A MAN desenvolveu veículos sob medida para atender às necessidades de implementação da Terex Utilities, que venceu uma licitação da Furnas, empresa de economia mista e subsidiária da Eletrobras. São 10 caminhões VW Constellation 31.330 que ganharam segundo eixo direcional, e alongamento de entre-eixos e balanço traseiro, para atuar na manutenção de linhas de transmissão de energia da empresa estatal. A flexibilidade para customizar o veículo em sua versão 8×4 constituiu um dos grandes diferenciais para a Terex Utilities escolher o produto VW.
As cestas aéreas isoladas vêm com caçamba para elevar até 362 kg a alturas de até 38 metros e facilitar o trabalho de manutenção de sistemas de transmissão de energia, sem necessidade de interromper o serviço de fornecimento de energia à população e com mais segurança aos eletricistas. Os implementos são equipados com braços articulados e telescópicos, com acionamento totalmente hidráulico, giro infinito e guincho para elevação de mão de obra e material de acordo com a norma regulamentadora 12 (NR-12), do Ministério do Trabalho e Emprego.
“Com esses 10 caminhões com cesta aérea isolada, de 500 kV e 750 kV, distribuídos um por cada área regional de produção de Furnas, pretendemos dotar nossas equipes de manutenção eletromecânicas (linhas de transmissão e subestação) de uma excelente e moderna ferramenta para executar nossas tarefas diárias de manutenção, seja com o sistema energizado ou desenergizado, buscando assim melhorar nossa técnica de trabalho, manter a segurança das nossas equipes e aumentar a confiabilidade do nosso sistema em todo o Brasil”, comenta Geraldo Cesar de Faria, engenheiro da Eletrobras-Furnas.
Dos dez caminhões, sete estão com o implemento TM 105 (500 kV) e os outros três contam com o TM 125 (750 kV). Com dois eixos direcionais o Constellation 31.330 8×4 possibilita peso bruto total (PBT) de 29 toneladas, ideal para suportar o peso do equipamento. Os veículos têm o entre-eixo alongado e balanço traseiro dimensionado para atender à legislação brasileira e garantir a melhor performance na operação do cliente.
Todas as customizações foram realizadas pelo centro de modificações exclusivo da MAN Latin America, a BMB, que trabalha sempre de acordo com os projetos aprovados pela montadora. Isso reduz o prazo de entrega e evita a necessidade de contratação de outros fornecedores.
 

Mauro Cassane/MM Editorial

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