Tecnologia: Ford revela o conceito futuro dos carros mais leves

Tecnologia: Ford revela o conceito futuro dos carros mais leves

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A Ford apresentou o “Lightweight Concept”, um veículo de pesquisa que aponta soluções para diminuir o peso e melhorar o desempenho, a economia de combustível e reduzir as emissões dos automóveis do futuro. Os materiais avançados usados no conceito permitem que um sedã grande, como o Fusion, tenha o mesmo peso de um New Fiesta, hoje cerca de 25% mais leve.
O veículo mostra os avanços da Ford na pesquisa de tecnologias sustentáveis e acessíveis que possam ser usadas em larga escala em todas as suas linhas de produtos. Seus resultados já foram aplicados, por exemplo, no projeto da nova F-150 2015, que ficou cerca de 318 kg mais leve com o uso de aço de alta resistência e alumínio, aumentando a capacidade de carga, o desempenho e a economia de combustível.
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“Os consumidores hoje querem maior economia de combustível, mas também mais tecnologia e equipamentos, o que normalmente acrescenta mais peso no veículo”, diz Raj Nair, vice-presidente de Desenvolvimento do Produto Global da Ford. “O foco na redução de peso será fundamental no setor automotivo nos próximos anos e estamos pesquisando a aplicação de materiais avançados como potenciais soluções em nossos veículos.”

Raj Nair, VP de Desenvolvimento de Produto Global da Ford.

Raj Nair, VP de Desenvolvimento de Produto Global da Ford.


A redução de peso é um aspecto chave do plano da Ford conhecido como “Blueprint for Sustainability”, que integra a sustentabilidade no plano de negócios de longo prazo da empresa para atender as metas de economia de combustível e redução de emissões.
A Ford iniciou a pesquisa para redução do peso dos veículos há mais de 25 anos, com novos metais, ligas e compostos. Desse estudo surgiu o inovador programa de Veículo com Uso Intensivo de Alumínio, em 1992, e o esportivo Ford GT com carroceria totalmente de alumínio, em 2005.
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A redução de peso é uma das estratégias fundamentais para a economia de combustível e também para os esforços da Ford de estabilizar o nível de dióxido de carbono na atmosfera em 450 partes por milhão – que muitos cientistas, empresas e agências governamentais consideram capaz de evitar os efeitos mais graves da mudança climática.
Assim como os celulares, tablets e outros eletrônicos de consumo, os veículos estão ficando mais leves. O Ford Lightweight Concept usa muitos materiais avançados encontrados nesses equipamentos, como alumínio e vidro quimicamente temperado.
O conceito traz a combinação mais abrangente de materiais avançados já feita em um veículo, incluindo alumínio, aço de ultra-alta resistência, magnésio e fibra de carbono. Os engenheiros da Ford adotaram uma abordagem integrada para reduzir o seu peso, com a incorporação de materiais avançados em todo o projeto, desde o motor, chassi, carroceria e bateria até itens internos, como os bancos.
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O Ford Lightweight Concept foi desenvolvido junto com o programa de tecnologias veiculares do Departamento de Energia dos EUA e a Cosma International – subsidiária da Magna International – para buscar soluções de longo prazo de redução de peso. A Magna deu uma contribuição significativa nesse sentido com o projeto e desenvolvimento de multimateriais para componentes da estrutura, portas e chassi do conceito.
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“Nosso objetivo foi pesquisar como projetar e construir um veículo leve com materiais mistos, capaz de ser produzido em grande volume e com o mesmo nível de segurança, durabilidade e resistência de nossos carros atuais”, diz Matt Zaluzec, líder técnico de Pesquisa de Materiais e Manufatura Global da Ford. “Quando se trata de redução de peso, não existe uma solução única. O Lightweight Concept nos dá uma plataforma para continuar a explorar a combinação certa de materiais para veículos do futuro.”
 
Os setores de aviação e aeroespacial – comercial e militar – estão entre os que têm usado materiais mistos e compostos, como alumínio e fibra de carbono, para reduzir o peso, economizar combustível e aumentar a eficiência no transporte. O mesmo acontece no setor ferroviário, com materiais mais leves para reduzir o peso de trens-bala e de alta velocidade.
 

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