ABEIFA queda de 6,8% em maio, na comparação com abril de 2014 nas endas de automóveis e de comerciais leves

ABEIFA queda de 6,8% em maio, na comparação com abril de 2014 nas endas de automóveis e de comerciais leves

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Os emplacamentos das marcas associadas da ABEIFA (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) foram impactados pela retração que atingiu o setor automotivo e fecharam em queda de 6,8% na comparação com o mês de abril de 2014. O resultado foi aquém do esperado pela entidade, que visualizava um desempenho melhor, pois o mês de maio teve um dia útil a mais do que abril.
As associadas da entidade emplacaram 40.176 automóveis e comerciais leves nos cinco primeiro meses do ano, queda de 9,2% na comparação com o mesmo período de 2013. Comparando também as vendas de maio de 2014 com o as registradas em maio de 2013, a queda ultrapassou os dois dígitos e foi de 23,4%.
“O mercado não reagiu como esperávamos e essa tendência não deverá mudar em junho, mês que certamente será impactado pelo feriado de Corpus Christi e pelos dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo”, afirmou Marcel Visconde, presidente da entidade. “A tendência de queda que o setor tem registrado demonstra que os consumidores estão menos confiantes e ponderando suas compras.”
A ABEIFA acredita que a melhora das vendas de veículos importados deverá ocorrer após o torneio esportivo, que movimentará o país nos próximos 35 dias. A entidade confia na reação do mercado, apoiada por lançamentos já programados pelas associadas para este ano.  “Temos, também, o incentivo do Salão do Automóvel. Realizado no segundo semestre, o evento sempre movimenta o setor, pois além dos lançamentos as empresas preparam diversas ações de marketing”, enfatiza Marcel Visconde.
Segundo avaliação divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 3,3% em maio, na comparação com abril, atingindo o menor nível desde abril de 2009. A entidade reitera que as marcas associadas trabalham com cautela e atentas aos movimentos do mercado, às tendências e às pesquisas de órgãos confiáveis.
“Evitamos potencializar o pessimismo, mas não podemos desconsiderar fatos e dados concretos do desempenho da economia. As pesquisas e as análises estão totalmente compatíveis com a tendência de queda que temos registrado e esse é um sinal importante não apenas para as importadoras como também para a cadeia automotiva como um todo”, finaliza o presidente da ABEIFA.

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