Cem anos de um ícone

Cem anos de um ícone

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A Maserati assopra as velinhas e comemora um século de história em excelente forma
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Já se imaginou a bordo de um belo Maserati azul-royal? Cultuada entre os amantes de carros por conta de seu design arrojado e de seus motores poderosos, a marca – que acaba de completar cem anos – segue na lista de desejos de dez entre dez marmanjos por aí. Mas nem só os barbados se derretem por um possante. Nós, mulheres, também adoramos acelerar! Por sinal, tive a oportunidade de dirigir (escreveria “pilotar”, mas me obrigo a praticar a autocensura) o centenário veículo no norte da Itália, na temporada de neve da sinuosa cidade de San Lorenzo. É verdade que a sensação de “pisar fundo” não é tão sensacional assim, isso porque nem dá para notar que o carro ultrapassa os limites da normalidade (digo, dos 120 quilômetros por hora, o máximo permitido em algumas estradas brasucas). Mas é justamente nesse contexto que ele arrebata corações: a dirigibilidade é absolutamente incontestável. Somada a esse detalhe, o conforto, a segurança e o luxo dos acessórios (com direito a Supple Poltrona Frau® de couro, acabamentos de madeira, painel em três níveis e tela touchscreen com GPS e canais de entretenimento integrados) estão entre os destaques dos modelos.
Heidi Klum no seu Maserati
Fundada em 1º de dezembro de 1914, na cidade de Bolonha, pelos irmãos Alfieri, Ettore, Bindo e Ernesto, a Maserati fabricava de velas de ignição a motores cheios de pretensão. Os carros ainda não eram vedetes das linhas de produção, apenas sonhos quase inatingíveis. Mas como não investir num escopo arredondado, de coloridos acetinados e logo invocado? O tridente sacado das mãos de Netuno e paginado por Mario Maserati (como uma espécie de coroa pespontada) serviu de fio condutor para os traços nada conservadores das supermáquinas que estavam por vir. Com a ideia fora do papel, a empresa resolveu reproduzi-la em série: foram 61 carros montados em três anos – sempre a preços nada convidativos (em valores de hoje, cada exemplar vale entre R$ 590 mil e R$ 1 milhão).
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Embalados pelo sucesso e pela maestria do piloto argentino Juan Manuel Fangio, a grife tratou de levar seus predicados para dentro das pistas de corrida. Fangio venceu os campeonatos de 1954 e 1957 no cockpit de um Maserati, e impulsionou as vendas das unidades para os simples mortais. Foram tempos áureos para os fãs do auto. Porém, diante de um mercado cada vez mais competitivo e com fortes problemas financeiros, em 1997, a Ferrari arrematou metade da Maserati, assumindo o seu controle operacional. As instalações cravadas em Modena testemunharam as primeiras versões do sedã Quattroporte Evoluzione (que mais parecia um Passat) e do 3200 GT Coupé, este, sim, um protótipo capaz de revolucionar o mundinho da aerodinâmica.
Fangio 1957 - Maserati
Na sequência, foi a vez de reposicionar a grife entre as gigantes do setor e retornar aos Estados Unidos, local que havia se retirado na década de 1980. Além da jovialidade da equipe e dos altos investimentos em marketing, a Maserati-Ferrari não poupou em tecnologia e na releitura de seus clássicos, caso da Maserati Spyder, que ganhou motor de alumínio e câmbio borboleta. Na celebração de seus 90 anos, a Carrozzeria Pininfarina, que já tinha assinado os contornos do A6, em 1948, foi novamente escalada para redesenhar a clássica V Quattroporte. Apenas três anos depois, em 2007, a GrandTurismo também caiu nas graças da turma de Turim para uma reforma geral nas estruturas. As inovações possibilitaram que a marca voltasse a figurar no Olimpo da indústria automotiva com status de realeza e toda a pompa de seu regente Netuno a tiracolo. Uma aspiração para poucos. www.maserati.com
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