Teatro: os bastidores do filme clássico na comédia "E o Vento não Levou"

Teatro: os bastidores do filme clássico na comédia "E o Vento não Levou"

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Dia 1º de abril entra em cartaz no Teatro Folha a comédia “E o Vento Não Levou”, escrita por Ron Hutchinson, com tradução de Isser Korik e direção de Roberto Lage.
Baseada em fatos reais, a peça conta a história de uma equipe de produção em apuros para produzir, em cinco dias, um roteiro de filme a partir do romance “E o Vento Levou”, que demorou uma década para ser escrito pela americana Margarerth Mitchel.
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Numa hilariante corrida contra o tempo, o lendário produtor David O. Selznick (Isser Korik), o roteirista Ben Hecht (Henrique Stroeter), o diretor Victor Fleming (Fábio Cadôr) e uma secretária (Luzia Meneghini) quebram a cabeça para realizar a proeza de escrever um roteiro a partir dessa extensa obra clássica de 1.037 páginas em menos de uma semana.
A história ficou famosa nos bastidores de Hollywood no período de gravações do longa-metragem, que foi exibido nos cinemas em 1939, ganhador de oito Oscar – entre eles o de melhor filme, melhor roteiro e melhor atriz.
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Esta é a quarta temporada do espetáculo “E o Vento Não Levou” na capital paulista. A peça foi encenada pela primeira vez no Brasil em 2011, no Espaço Parlapatões, e foi sucesso de público e de crítica. “Um afiado elenco, formado por Isser Korik, Henrique Stroeter, Fábio Cadôr e Luzia Meneghini, encontra um texto surpreendente, inteligente e cheio de ironia que oferece a todos um espaço para brilhar”, avaliou a revista “Veja São Paulo”.
O cenário do espetáculo é assinado por Gilberto Gawronski e os figurinos são de Luciano Ferrari. A trilha sonora é de Fábio Ock e a iluminação de Roberto Lage e Paulo Henrique Jordão.
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A trama: Em uma manhã de segunda-feira, em fevereiro de 1939, o produtor David O. Selznick (Isser Korik), insatisfeito com o roteiro que tinha em mãos feito por Sidney Howard, contrata o roteirista Ben Hecht (Henrique Stroeter) para reescrever todo o roteiro do filme “E o Vento Levou”, que já estava no início das filmagens.
Surpreendentemente, o novo roteirista é uma das poucas pessoas em todo o país que nunca leu o romance mais famoso da época. Desesperado, o produtor resolve tirar das gravações de “O Mágico de Oz” o diretor Victor Fleming (Fábio Cadôr) para integrar a equipe. Juntos, produtor e diretor têm a difícil missão de contar e interpretar as principais cenas da narrativa ao roteirista, que precisa escrever o roteiro do novo filme e tornar o longa-metragem um marco da história do cinema americano.
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Para essa delicada missão, o produtor não vê outra alternativa senão confinar-se com a equipe juntamente com sua fiel secretária, durante cinco dias em seu escritório, para ajudar o roteirista em seu processo criativo. Regados à água, bananas e amendoins, ficam todos proibidos de sair do escritório até que o roteiro fique pronto.
História, valores e ética. Sem deixar de lado o humor, que permeia a peça do iníco até o final, são colocados em discussão polêmicas questões históricas e de valores, como a luta americana pelo fim da escravatura e do racismo. O roteirista Ben Hecht, um fervoroso ativista social, se nega a incluir em seu roteiro cenas que julga ter cunho racista, para desespero de Selznick que quer manter o filme fiel ao romance best-seller.
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As obras originais. O livro “Gone With The Wind” foi publicado pela primeira vez nos Estados Unidos em 1936. Romance situado na Geórgia durante e depois da Guerra Civil Americana (1861-1865), escrito por Margaret Mitchell, vendeu mais de 30 milhões de cópias e rendeu o maior prêmio de literatura dos Estados Unidos à autora. Esteve na lista dos 100 melhores livros da revista “TIME” durante décadas e deu origem a um dos filmes mais populares de todos os tempos: “E o Vento Levou” recebeu 13 indicações ao Oscar, ganhando oito estatuetas, e arrecadou mais de R$4 bilhões, apenas nos Estados Unidos.
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O texto “Moonlight and Magnolias”, origem do espetáculo “E o Vento Não Levou”, estreou em 2005 nos Estados Unidos com direção de Lynne Meadow. No elenco estavam Matthew Arkin (Ben Hecht), David Rasche (Victor Fleming), Douglas Sills (David O. Selznick) e Margo Skinner (Mrs. Poppenghul).
Ficha técnica: 
Texto: Ron Hutchinson
Tradução: Isser Korik
Direção: Roberto Lage
Elenco: Isser Korik, Henrique Stroeter, Fabio Cadôr e Luzia Meneghini
Cenários: Gilberto Gawronski
Figurinos: Luciano Ferrari
Sonoplastia: Fabio Ock
Iluminação: Roberto Lage e Paulo Henrique Jordão
Edição de Filmagem: Gustavo Hadad
Coordenação de Produção: Isabel Gomez
Produção Executiva: Manuela Figueiredo.
Duração: 90 minutos
Classificação indicativa: livre
Serviço:
”E O VENTO NÃO LEVOU”
Local: Teatro Folha
Estreia: 1º de abril
Temporada: até 28 de maio
Apresentações: quarta e quinta, 21h
Ingresso: R$ 20,00 (setor único)
*Valores referentes a ingressos inteiros. Meia-entrada disponível em todas as sessões e setores de acordo com a legislação.
Teatro Folha:
Endereço: Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 / Terraço / tel.: (11) 3823-2323 – Televendas: (11) / 3823 2423 / 3823 2737 / 3823 2323 Site: www.teatrofolha.com.br
Vendas por telefone e internet/ Capacidade: 305 lugares / Não aceita cheques / Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex / Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube Folha 50% desconto / Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a quinta, das 15h às 21h; sexta, das 15h às 24h; sábado, das 12h às 24h; e domingo, das 12h às 20h / Acesso para cadeirantes / Ar-condicionado / Estacionamento do Shopping: R$ 13,00 (primeiras duas horas) / Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3104-4885 / Patrocínio: Folha de S.Paulo, CSN, Original, Alupar Cemig, Dudalina, Netshoes e Grupo Pro Security.
 

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