Avaliação: Audi A3 Sedan 1.4 TFSI, "o básico da marca"

Avaliação: Audi A3 Sedan 1.4 TFSI, "o básico da marca"

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Há tempos atrás, passou rapidamente pela redação o A3 Sedan TFSI, modelo mais barato da Audi. Chegou a nós, com o propósito de conhecermos o desempenho do que era na época o “novo” motor TFSI. Com relação ao tempo, atribuo ao fato de eu não ter conseguido entender a complexidade de explicação do nosso personagem, por isso, adiei ao máximo escrevê-lo, mas agora eu acho que entendi e vou tentar explicar para vocês.

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O nome do personagem é Mauricio Mantovani, 40 anos,  empresário, que já foi proprietário de um Audi A3 e hoje só usa veículos blindados em virtude de um susto no passado. Atualmente, conta com uma BMW330, um Toyota RAV4 e uma Volkswagen Jetta Variant na garagem. Quando entrou no carro, já na posição do motorista, pude perceber no semblante dele que reencontrava um velho conhecido e exclamou “saudades do meu Audi”, e não foi para mim que ele disse, foi pra ele mesmo, mas ainda bem que eu anotei.

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Deu partida, saiu e já foi descrevendo suas sensações e opiniões. Disse: “O encaixe do banco é ótimo, me sinto abraçado”.  Mauricio também elogiou o silêncio da cabine e a suspensão que segundo ele, trabalha de forma macia, diferente do seu antigo Audi A3. “Esse volante tem uma boa pegada e é bem macio ao toque”, comentou sobre a evolução do cockpit e ressaltou que ficou com tudo mais a mão e bem posicionado. Sobre os bancos ele deu sua opinião: “Gostei do desenho e conforto, mas acho que deveriam ser revestidos em couro, pois acredito que aqui no Brasil, este tipo de revestimento confere status e não pode faltar nos carros da Audi, que também representa status aos seus donos. Achei o espelho retrovisor interno muito pequeno, mas em compensação a altura do teto com a posição de dirigir melhorou, facilitando a entrada e a saída do carro sem bater a cabeça”. Sobre o motor, sua posição foi firme “Mesmo tendo uma ‘cavalagem’ (sic) menor que o modelo que eu tive com 150cv, não senti diferença quando pisei fundo no acelerador. Esse motor com 122cv tem muita agilidade e força”, elogia Mauricio. Logo depois de acelerar forte foi a vez de ele testar os freios e também gostou. “Eu gosto muito da marca Audi e fui até olhar uma station wagon Avant 2.0 para uma possível troca pelo Toyota RAV 4, vamos ver…”.

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Até aqui ok, perfeito! Tudo que eu precisava para a matéria parecia estar anotado, até que… estacionamos de volta e ele se contradiz, dizendo: “Olha, esse carro não me convenceu, não me senti abraçado e achei um pecado esse painel simples e pelado. Não tem nem ar condicionado digital e câmera de ré! Não me parece um Audi”. (Se estivéssemos no famoso whattsapp eu colocaria aquela carinha de espanto bem aqui nesta parte). Reforçou dizendo o que a marca representa para ele: “Audi é encantar e surpreender o cara, mas infelizmente, não aconteceu desta vez com este modelo”.

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Depois disso tudo, fiquei em dúvida de como eu escreveria aqui claramente a impressão do nosso personagem. Mas o tempo me ajudou a entender. Entendi que o Mauricio gosta da marca, gostou parcialmente do carro, mas no momento, ele esta posicionado numa categoria superior e esse modelo não se encaixa mais a vida dele. O registro da Audi na vida dele existe e é positivo, mas agora ele precisa conhecer uma categoria acima e não o “básico” da Audi, Talvez um A6 ou um Q7.

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Isso tudo foi bom para percebermos um detalhe muito importante, Audi é Audi e ponto, e para que isso não mude, a marca das quatro argolas não pode deixar de oferecer aos seus requintados clientes, itens que estão presentes em carros muito inferiores a este, como por exemplo os mencionados acima pelo Mauricio.

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Em nossa avaliação, essa tecnologia Turbo FSI, que injeta o combustível na medida exata que a aceleração pede, com precisão de gotas, diretamente na câmara de combustão, tornando eficiente e econômico, ficou muito bom, onde pudemos comprovar na prática. Potência de 2.0 com consumo de 1.0! Isso mesmo: este motor turbo 1.4 litros consome quase como um motor 1.0 litro. Usa bloco construído em alumínio leve, tudo para reduzir peso e contribuir com a economia de combustível.

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Sem dúvida que se trata de um carro com DNA, com preço sugerido de R$ 99.990 é uma ótima opção. Claro que ninguém faz milagres e para ter um carro tão eficiente e com tanta tecnologia, acabou faltando alguns itens, como mencionado acima, mas que a marca oferece como opcional, vai depender do bolso do comprador.

 Texto e fotos: Flávio Verna

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