GP Brasil: Sem emoção e Massa é desclassificado

GP Brasil: Sem emoção e Massa é desclassificado

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A corrida em Interlagos foi morna, os pilotos preocuparam-se muito em somar pontos e esqueceram a competitividade. Sobrou para Massa que foi desclassificado
Com muitos espaços vazios nas arquibancadas, o GP do Brasil aconteceu com temperatura amena no circuito de Interlagos.
Nos treinos, tantos os livres como os classificatórios, nada de novo, domínio total da Mercedes e Nico Rosberg marcou a pole com o já campeão Lewis Hamilton em segundo e Sebastian Vettel (Ferrari) em terceiro.
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Quem esperava os Felipes, Massa da Williams e Nasr da Sauber, andando bem, já que conhecem a pista, sofreram uma enorme decepção. Massa teve problemas de acerto de seu carro, não conseguiu estabilidade suficiente para fazer voltas rápidas na classificação. E Nasr foi punido por atrapalhar o compatriota na volta rápida. Assim, o da Williams largou em 8º, enquanto que o da Sauber saiu em 13º.
Apagadas as luzes vermelhas, Hamilton tentou pular para a primeira posição. Rosberg fechou a porta, o inglês recolheu e seguiu em frente.
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Foram várias as tentativas de aproximação, mas sem sucesso, apesar de andar mais rápido que o companheiro. A oportunidade surgiria na parada para a troca de pneus, porém, coisa rara de acontecer, a equipe errou com os dois pilotos.
E assim foi, até o final, uma disputa morna com Hamilton tentando aproximação e Rosberg mantendo distância segura.
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Felipe Massa acreditava que seu carro teria melhor desempenho na corrida, o que não aconteceu. Os problemas de aderência continuaram e o máximo que conseguiu foi manter o oitavo lugar, mas foi desclassificado. O pneu traseiro esquerdo estava com 27ºC acima do permitido e a pressão 0.1psi maior que o permitido. A equipe irá recorrer, mas não deve obter sucesso.
Felipe Nasr andou bem enquanto o carro suportou. Chegou até a estar entre os quatro primeiros durante as paradas para troca de pneus. Inexplicavelmente, o carro perdeu rendimento e ele terminou arrastando-se na pista em 13º lugar.
Marcaram pontos no GP Brasil
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  1. Nico Rosberg
  2. Lewis Hamilton
  3. Sebastian Vettel
  4. Kimi Raikkonen
  5. Valtteri Bottas
  6. Nico Hulkenberg
  7. Daniil Kvyat
  8. Romain Grosjean
  9. Max Verstappen
  10. Pastor Maldonado

O campeonato tem Hamilton campeão com 363 pontos, seguido por Rosberg com 297 e Vettel que tem 266 pontos é o terceiro e Massa ainda é sexto com 117.
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O que chamou a atenção foi a diferença entre a Mercedes e Ferrari. Vettel da equipe italiana terminou a prova 15 segundos atrás de Hamilton, em nenhum momento chegou a ameaçar os ponteiros, isso significa que, o time vermelho terá muito trabalho para descontar esta diferença no próximo ano.
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A F-1 volta dia 29 de novembro para disputar a última corrida do ano em Abu Dhabi. Aguarde por mais uma prova cautelosa, pois os times pequenos querem somar pontos e ter direito a uma fatia maior dos lucros arrecadados e as grandes, com tudo definido não querem ter prejuízo.
 
Rapidinhas
Posições pré-determinadas
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Hamilton não gostou da atitude conservadora da equipe, a qual não permitiu que ele mudasse de estratégia para tentar ultrapassar Rosberg e vencer a prova. “Estou aqui para correr, e quando os dois têm de fazer a mesma estratégia, é como se as coisas estivessem pré-determinadas. Gosto de assumir o risco e acho que é isso o que as pessoas querem ver”, declarou o inglês na entrevista coletiva. 
Sem competitividade
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Felipe Nasr andou bem nos treinos, iniciou a corrida ultrapassando e arrancando aplausos da torcida. Andou na zona de pontos, mas faltando 20 voltas o carro perdeu rendimento e terminou só na 14ª colocação. “Da minha parte fiz todo o possível, não tinha mais o que fazer, não tinha recurso. Protegi o pneu o máximo que eu podia e infelizmente não deu. Foi um daqueles dias que você faz de tudo, mas não consegue os pontos”, declarou o brasileiro da Sauber.
Punição sem explicação
O diretor de performance da Williams não aceitou a desclassificação de Felipe Massa no GP brasileiro e disse que vai recorrer da decisão, pois não recebeu explicações da direção de prova.“É crucial entender de onde vem o problema, mas temos três medidores independentes e nenhuma deles nos deu algo parecido com o que a FIA mediu no grid. Não houve explicação alguma. Nos disseram que isso é uma medida referencial, já que é a medida da FIA e é a que conta”, explicou.
 

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