Fundação Dorina Nowill celebra 70 anos com programação especial

Fundação Dorina Nowill celebra 70 anos com programação especial

dori_entrada

Hoje, 11 de março, a Fundação Dorina Nowill para Cegos – que trabalha pela inclusão de crianças, jovens e adultos com deficiência visual por meio de serviços gratuitos e especializados de reabilitação, educação especial, clínica de visão subnormal e programas de empregabilidade – completa 70 anos de atuação no país. Para celebrar o 70º aniversário de muitos desafios e conquistas, a Fundação promove programação especial.

Será um mês inteiro de comemorações iniciando com um momento de louvor, em Culto Ecumênico, que ocorrerá em 11 de março, na Igreja São Francisco, na Vila Clementino, em São Paulo. A celebração será aberta ao público, aos clientes com deficiência visual e terá a presença de representantes das religiões espírita, católica, judaica e evangélica.

A segunda ação comemorativa será o Concerto Amor e Humor a ser realizado no dia 16 de março, às 20h30, no Espaço Sociocultural CIEE, no Itaim Bibi, também em São Paulo. Será um espetáculo com clássicas canções e duetos apaixonados ou cômicos que vão de Mozart, do final do século XVIII, a Gabriel Fauré, no início do século XX. O evento beneficente terá o valor do ingresso de 40 reais revertido para projetos de inclusão de pessoas cegas ou com baixa visão. Na ocasião, também será lançado o livro 13 Desencontros e um epílogo, romance assinado pelo Walter Weiszflog, que também doará os valores arrecadados pela venda para a Fundação Dorina.

Para fechar as ações de aniversário, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo realizará, no dia 21 de março, uma sessão solene em respeito aos 70 anos da Fundação Dorina. Aberto ao público, o encontro contará com a presença de deputados e representantes da instituição que homenagearão os presidentes que já passaram por ela, inclusive a própria Dorina de Gouvêia Nowill que receberá a homenagem “In Memoriam”. Para tornar este momento ainda mais emocionante, haverá a apresentação da música Concierto de Aranjez, escrita pelo compositor espanhol Joaquim Rodrigo, cego desde os três anos de idade e que aprendeu a tocar piano e violino com o método braille.

E as comemorações não param por aí, 2016 será um ano cheio de atividades em celebração ao 70º aniversário da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Confira a programação especial no site http://www.fundacaodorina.org.br.

Um pouco mais de Dorina Nowill

 dorina-nowill

Dorina de Gouvêia Nowill, em março de 1946, deu início à Fundação para o Livro do Cego no Brasil, que atualmente leva seu nome em homenagem. Ela que também era cega desde os 17 anos desejava vencer a própria adversidade e poder ajudar aqueles que passavam pelos seus mesmos desafios. Foi assim que começou a trabalhar em prol da independência e autonomia de adultos e crianças cegos ou com baixa visão.

Com o apoio de governantes, empresários e da sociedade em geral, a instituição foi crescendo e em menos de duas décadas já contava com modernos centros de atendimento com equipamentos de última geração e profissionais de excelência. Hoje, já são mais de 17 mil pessoas atendidas nos serviços de clínica de visão subnormal, reabilitação e educação especial. Além disso, a Fundação produziu mais de seis mil títulos, sendo mais de 1020 em braille, mais de 2700 obras de áudio e cerca de outros 900 títulos digitais acessíveis Daisy.

 

 

Sem Comentários

Insira um Comentário