Lucas Di Grassi é nomeado embaixador para o meio ambiente

Lucas Di Grassi é nomeado embaixador para o meio ambiente

Piloto brasileiro passa a trabalhar no combate à poluição atmosférica, que mata mais de 6 milhões por ano

Mais um brasileiro ganha destque no mundo! O piloto Lucas Di Grassi, 33 anos, foi nomeado embaixador do Programa da Organização das Nações Unidas Para o Meio Ambiente. Di Grassi foi escolhido por sua atuação em setores que buscam o desenvolvimento da tecnologia da mobilidade limpa, além de ser considerado um porta-voz junto ao público internacional devido à bem-sucedida carreira no automobilismo. O foco do trabalho do novo embaixador do programa será a luta para melhora da qualidade do ar em todo o planeta.

Atual campeão mundial de Fórmula E, Lucas tem realizado palestras sobre tecnologia da mobilidade e mobilidade sustentável, além de ser CEO da Roborace, empresa que lançará o primeiro campeonato mundial de carros de corrida autônomos – usando motores elétricos e dotados de inteligência artificial. O projeto está bastante adiantado. A Roborace já chama a atenção da indústria internacional por promover testes nos quais são realizadas as primeiras corridas entre carros autônomos do mundo – e também de pilotos humanos contra carros autônomos.

“Estou muito honrado por ter sido escolhido para contribuir com a ONU no combate a um dos problemas mais importantes e urgentes para o nosso planeta: a contínua má qualidade do ar em todos os continentes, especialmente nos mais urbanizados”, disse Di Grassi. “Cerca de 95% das pessoas vivem em áreas onde a qualidade do ar excede o índice máximo definido pela Organização Mundial da Saúde. Anualmente, mais de seis milhões de pessoas são vítimas de doenças relacionadas à má qualidade do ar. Somente isso já mostra a urgência de criarmos uma maior consciência global sobre o problema”, disse o novo embaixador do programa da ONU.

Segundo estudos promovidos pelo Health Effects Institute, órgão que pesquisa os efeitos da poluição e outros agentes sobre a saúde humana, os países emergentes apresentam os piores índices de qualidade do ar – e por isso também registram a maior quantidade de óbitos prematuros ligados a doenças de origem respiratória. “No Brasil, espera-se que mais de 90% da população viva em áreas urbanas até 2030. Essa concentração traz diversos tipos de problema e um deles certamente são grandes focos de poluição atmosférica”, destaca Lucas Di Grassi. “As pessoas em geral não sabem, mas as doenças ligadas à poluição do ar são a quinta maior causa de mortes no mundo. É preciso que elas conheçam o problema para que tenham vontade de lutar contra ele”, observa o brasileiro.

Di Grassi destaca que a sociedade como um todo pode contribuir de imediato. “É algo que parece utópico, mas é possível: o simples fato de deixar o carro em casa e ir a pé ou de bicicleta para o trabalho, ou mesmo usar o transporte coletivo, reduziria muito o impacto de cada pessoa na atmosfera”, diz ele. “A indústria global tem buscado soluções, como mostra o crescente sucesso da tecnologia dos carros elétricos, mas estamos ainda muito longe dos objetivos necessários. A sociedade desenhou suas cidades de forma a privilegiar o trânsito dos veículos. Agora é hora de agradecer esse privilégio com os benefícios de tecnologias que contribuam para a preservação do meio ambiente”.

 

 

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