Dakar 2019 está por um “fio” e pode não ser disputado por crise financeira no Peru

Dakar 2019 está por um “fio” e pode não ser disputado por crise financeira no Peru

Problemas com as saídas de países por problemas financeiros impedem a realização do mais tradicional ralie do mundo

Uma notícia nada legal: Dakar 2019 corre perigo de não ser disputado! Não está fácil a vida da Amaury Sport Organization (ASO) para organizar a próxima edição do ralie. Depois da saída da Bolívia, Argentina, Chile e Equador, agora é a vez do Peru revelar que a crise financeira que o país atravessa levou o Governo a estudar a possibilidade de cancelamento da prova prevista para janeiro do próximo ano.

O Governo de Lima  que havia assinado no mês de maio um pré-acordo com Etienne Lavigne, diretor do Dakar, para a realização da prova no Peru no próximo ano. Mas o acordo final estava previsto que fosse assinado no próximo dia 30 de junho.

“É óbvio que o Dakar chama a atenção de todo o mundo para o Peru e se estivéssemos em um bom momento econômico isso seria um bom motivo para promover o nosso país. Estamos em busca de todos os esforços para a realização do Dakar 2019, mas uma posição final será tomada em breve “, afirmou o primeiro ministro do Peru, César Villanueva.

César Villanueva, primeiro ministro do Peru

A realização do Dakar no Peru não envolve apenas o pagamento de 6 milhões de dólares à Amaury Sport Organisationi, o país que acolhe a prova tem ainda gastos adicionais, com infraestruturas, segurança e logística, e montante pode chegar aos 25 milhões de dólares.

A juntar a tudo isto, a ASO apontou nos últimos dias várias obras que tem de ser realizadas para que seja possível ao Dakar atravessar algumas zonas que requerem proteção ambiental ou arqueológica. A decisão do governo peruano espera-se que seja anunciada na próxima madrugada (01h00, hora de Portugal Continental).

No caso da decisão ser negativa, a ASO fica sem alternativas para a realização da prova já que o Peru era o único país da região que mostrou interesse em realizar a prova em 2019, depois da Argentina e a Bolívia, que acolheram com o Peru a prova em 2018, terem anunciado que financeiramente não estavam disponíveis para suportar os custos da prova.

 

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