Avaliação: Fiat Cronos 1.3 Drive, equilíbrio total

Avaliação: Fiat Cronos 1.3 Drive, equilíbrio total

Sedã Fiat Cronos 1.3 Drive oferece conforto e desempenho na medida certa. Preço é de R$ 59.490

Virou moda produzir sedãs compactos, com motores não tão potentes e valores longe da exorbitância para conquistar a clientela que (ainda) resiste à vasta gama de SUVs ofertada no Brasil. Para abrir concorrência frente a Chevrolet Cobalt, Renault Logan, Honda City e, sobretudo, o novato Volkswagen Virtus, a Fiat chegou com tudo e, desde fevereiro, atrapalha a vida da concorrência com o Cronos.
Com preços a partir de R$ 56.990 (versão 1.3), o três-volumes é disponível em seis versões de acabamento. O Super Top Motor ficou uma semana a bordo da configuração Drive 1.3 – a segunda da gama. De série, a variante oferece ar-condicionado, vidros elétricos (só na dianteira), travas elétricas, sistema multimídia Uconnect Touch, com 7″ e duas entradas USB, conexão bluetooth, computador de bordo, volante multifuncional, ISOFIX, sistema de monitoramento da pressão dos pneus, banco do motorista com ajuste de altura, sistema ESS (sinalizador de frenagem de emergência), entre outros itens.
Além disso, como já é tradição na Fiat, há pacotes de opcionais para incrementar a caranga. Neste caso, itens como rodas de liga-leve com 15″, faróis de neblina e banco traseiro bi-partido salgam o valor em R$ 3.180. Já pelo Kit Parking (câmera de ré e sensor de estacionamento traseiro) a Fiat cobra R$ 1.730 extras. Extremamente funcional, o pacote é uma mão na roda na hora de estacionar o três-volumes, de 4,36 metros de comprimento.
Produzido na Argentina, o novato chegou por aqui com a missão de ampliar a porcentagem da marca no market share (já que o Grand Siena não está com essa bola toda). De acordo com dados divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), a média mensal de vendas do Cronos gira em torno de 2.500 unidades/mês.
Para conquistar a clientela, cabe salientar o capricho da Fiat no quesito design. Com bastante semelhança ao irmão Argo, o Cronos carrega também elementos da picape Toro, que dita as novas linhas da marca, com lanternas triangulares e iluminadas por luzes de LED. Na dianteira, destaque para a grade dupla, em formato de colmeia.
Pé embaixo
Na hora de guiar, o sedã compacto da montadora italiana conta com a disposição do Firefly quatro cilindros 1.3 Flex, de até 109 cv quando com etanol no tanque. O bom torque máximo de 14,2 kgfm (ou 13,7 de força, com gasolina, atingido a 3.500 rpm), aliado ao câmbio manual de cinco marchas deixa o carro bastante esperto em ambiente urbano. Um adendo: os engates poderiam ser mais justos.
Na estrada (onde fez média de 11,5 km/l), o Cronos também na faz feio. Salvo o ruído, que invade o habitáculo sem dó, obrigando o aumento do som ou do tom de voz. A 120 km/h (limite máximo das vias brasileiras), o ponteiro do conta-giros crava nos 3.500 rpm.
Medidas
O espaço é um dos pontos fortes do Cronos. Destaque para o entre-eixos, de 2,52 metros e o porta-malas, com nada menos que 525 litros – maior que seu antecessor e seu principal concorrente.
Assim como o tamanho do compartimento de bagagens, a Fiat também caprichou no acabamento. Mesmo confeccionados em tecido, os bancos têm ótimos encaixes, e o painel – assim como as portas – não apresenta rebarbas. Ponto para a Fiat, que melhorou muito neste quesito de uns anos para cá. Aliás, a ergonomia também merece elogios.
A bordo
As suspensões (McPherson com rodas independentes, na frente, e eixo de torção com rodas semi independentes, atrás) proporcionam ao veículo comportamento na medida certa. Assim como na maioria dos modelos da fabricante, o conjunto oferecido pelo Cronos é bem acertado – nem molenga, nem rígido demais – e supera as (várias) dificuldades do asfalto brasileiro sem comprometer o conforto a bordo.
No mais, o Cronos tem três anos de garantia sem limite de quilometragem e uma lista com mais de 40 acessórios Mopar, para quem gosta de personalizar o carro.
Ficha técnica
Fiat Cronos Drive 1.3
Motor: Transversal dianteiro, 4 cilindros em linha, 1.332 cm³
Potência: 101 cv a 6.000 rpm (gasolina)/ 109 cv a 6.250 rpm (etanol)
Torque máximo: 13,7 kgfm (gasolina)/ 14,2 kgfm (etanol) a 3.500 rpm
Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas
Tração: Dianteira
Suspensão dianteira: McPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores transversais com barra estabilizadora
Suspensão traseira: Eixo de torção com rodas semi independentes
Direção: Elétrica
Rodas: 15″
Pneus: 185/60 R15
Peso em ordem de marcha: 1.139 kg
Comprimento: 4,36 metros
Largura: 1,73 metro
Altura: 1,51 metro
Distância entre-eixos: 2,52 metros
Porta-malas: 525 litros
Tanque de combustível: 48 litros

 

Texto e avaliação: Vagner Aquino

Fotos: Vagner Aquino e divulgação FCA

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