O futuro dos carros da Fórmula 1

O futuro dos carros da Fórmula 1

Equipes já começam a trabalhar de acordo com o regulamentos para 2021 para ficarem definidos em outubro

Novidade na Fórmula 1: em outubro próximo ficará definido o quadro pelo qual a categoria vai reger-se a partir de 2021. Os novos regulamentos estão ainda sendo definidos, as discussões com equipes e pilotos continuam sobre variadas questões, mas muito está já a ficar definido.

Os trabalhos rumo à F1 de 2021 avançam e muto está já também decidido com base em quatro pilares base. A Fórmula 1 quer carros que corram mais e grids mais competitivos, sem esquecer a estética dos carros e incidindo especial importância também na viabilidade financeira.

Com muito por fazer ainda até outubro, Ross Brawn e Pat Symonds, respetivamente, , diretor esportivo e diretor técnico da Fórmula 1 e ainda Nicholas Tombazis, diretor de Temas Técnicos de Monolugares da FIA, revelaram ao site da F1 o que já está praticamente certo.

Um dos principais temas é o retorno do”efeito de solo” (introduzido pela Lotus no final da década de 70 e início de 80 e pouco depois proibido) com o fundo plano dos carros a ter um desenho aerodinâmico na sua parte de baixo: o objetivo é gerar pressão aerodinâmica.

Nos monolugares atuais, a perda de pressão aerodinâmica quando um carro está à distância de dois carros de outro à sua frente é de 50%. Com os novos monolugares de 2021, essa perda cairá para entre 5 a 10%.

A turbulência do ar que vem do carro que segue à frente para o de trás não se verifica apenas na pressão aerodinâmica e as consequências para o desgaste dos pneus também serão tidas em conta com a alteração das rodas das atuais 13 para 18’’. Junto a isto, 2021 também deixará de ter os cobertores para manter a temperatura dos pneus.

Para juntar mais os pilotos na grelha em termos de desempenho e tempos e tornar as performances dos carros mais próxima e competitivas, a F1 promete regras aerodinâmicas “muito prescritivas” para evitar que uma equipe descubra uma “bala de prata” que lhe permita deixar a concorrência a milhas.

Ou seja, o que a F1 pretende é que deixe de haver distâncias de 2 segundos entre diferentes carros, como agora, para diferenças de décimos de segundo por regra.

Para isso, uma redução da telemetria que a box tem a respeito do carro em pista está em equação, assim como algumas ajudas que os pilotos têm em relação a dados – pretendendo que o piloto tenha mais intervenção, seja na gestão dos pneus seja no sobreaquecimento do carro, por exemplo.

Esteticamente, há o desejo de tornar os carros mais esteticamente agradáveis despertando mais paixão e um certo ‘fator Uau!’. A grande asa dianteira é um exemplo atual do que pode melhorar na função aerodinâmica e no que é agradável à vista.

A F1 irá recorrer a um estilista automóvel para introduzir design nos regulamentos técnicos que moldam os carros, bem como irá fazer uma consulta aos fãs da categoria.

O novo GP do Vietnan irá desempenhar um papel de teste à “nova filosofia de onde deve ir a F1”. Com a viabilidade financeira em vista, não só os tetos orçamentais serão impostos como há um objetivo claro de competir gastando menos. Uma série de medidas de redução de custos passam pela uniformização de componentes como as rodas, sistemas de freios, radiadores ou o equipamento das equipes nas boxes.

Pretende-se também a redução de custos com pessoal nos orçamentos das equipes – num exemplo: deixar de ter 10 funcionários numa função que se for cumprida por dois tenha uma perda de resultados apenas residual.

Mas os salários dos pilotos e de alguns elementos chave’das equieas ficarão fora do controle de custos, bem como também deverão ficar as ações de marketing que sejam benéficas para a Fórmula 1.

Mas tudo isso fica para outubro, pnde haverá conclusões definitivas sobre a F1 de 2021.

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