Estudo traz alertas com o avanço da micromobilidade

Estudo traz alertas com o avanço da micromobilidade

Dados mostram os pontos cegos ao motorista e o comportamento dos usuários de patinetes e bicicletas em São Paulo

Um alerta: estudo sobre micromobilidade realizado pelo CESVI Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária) avalia a área que patinetes elétricas e bicicletas podem ficar ocultas nos retrovisores dos veículos e que a maioria dos usuários de bicicletas e patinetes em São Paulo não utiliza equipamentos de proteção e parte divide espaço com veículos nas ruas.

O objetivo foi identificar comportamentos e fazer alertas para esses condutores, motoristas e pedestres sobre segurança, principalmente na semana em que é celebrado o Dia Nacional do Trânsito (25 de setembro).

“Esses e outros dados que levantamos estão em linha com a campanha “No trânsito, o sentido é a vida”, do Conselho Nacional do Trânsito (Contran), que neste ano tem como mote o respeito à vida por condutores e pedestres. É um caminho que reforça o trabalho de conscientização para toda a sociedade”, comenta Emerson Feliciano, gerente sênior de pesquisa e desenvolvimento do CESVI Brasil.

A equipe da Pesquisa do CESVI avaliou a visibilidade do motorista de veículos de diversas categorias e que o ponto cego dos veículos pode ocultar por inteiro uma bicicleta ou patinete trafegando à direita do veículo. No estudo, os modelos hatchs compactos podem ter uma área maior que 11m² de ponto cego, equivalente à aproximadamente uma vaga de estacionamento de um veículo médio, o que pode facilmente ocultar um usuário de bicicleta ou patinete na via.

Em campo, os técnicos do CESVI observaram mais de 1,2 mil ciclistas e condutores de patinetes, na Avenida Paulista, em 28 agosto, e na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em 30 de agosto, das 8h às 17h. Essas vias são expoentes na utilização de veículos de micromobilidade e podem servir de referência para outras grandes capitais.

Foi identificado que 80% dos ciclistas e 87% dos usuários de patinetes não utilizam qualquer equipamento de proteção. Para o CESVI, o kit adequado deve ser composto por capacete, joelheira e cotoveleira. Vale ressaltar também que 22,3% de ciclistas e 12,3% dos usuários de patinetes usam pelo menos o capacete.

Para Feliciano, esses índices acendem o sinal de alerta, porque a micromobilidade tende a crescer ainda mais, principalmente nas grandes cidades. “É importante que todos os envolvidos no trânsito saibam compartilhar as vias com esse novo modal e que, mesmo não havendo legislação obrigando o uso de equipamentos de proteção, os usuários devem considerar a utilização, além disso, devem respeitar as regras dos aplicativos de compartilhamento desse novo tipo de transporte”.

Essas avenidas de São Paulo são bem movimentadas e ambas possuem ciclo faixas em toda sua extensão. Ainda assim, segundo a pesquisa, 9% dos ciclistas e 21% dos condutores de patinetes circulam nas ruas. “Vale alertar que os motoristas devem estar atentos a circulação desse tipo de veículo nas vias e que os usuários devem utilizar a infraestrutura dedicada para fazer seu trajeto, quando houver”, comenta o executivo.

Outro alerta vale ser mencionado, quando 11% dos ciclistas ainda não respeitam a faixa de pedestres; 17% dos condutores de patinetes param no meio da faixa, obstruindo a passagem; e 8% dos ciclistas e 16% dos usuários de patinetes não obedecem o semáforo.

Para acessar os resultados do estudo acesse aqui:

Ponto cego dos veículos

Comportamento dos usuários

Sem Comentários

Insira um Comentário