Eficiência energética veicular e tecnologia de lubrificantes

Eficiência energética veicular e tecnologia de lubrificantes

Especilistas compartilharam conhecimentos durante o XIII Simpósio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos da AEA

A AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, em mais uma edição online, promoveu no último dia 28, o XIII Simpósio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos, com o tema “Mobilidade, eletrificação e a indústria do lubrificante”. O objetivo da entidade foi compartilhar os conhecimentos dos especialistas desta indústria, oferecendo informações relevantes, além de pontuar os avanços do setor.

Couberam ao presidente da AEA, Besaliel Botelho, e à diretora de Lubrificantes, Simone Hashizume, a sessão de abertura do evento online. O presidente da entidade pontuou que “com o Programa Rota 2030, cresce ainda mais a importância do setor de lubrificantes, aditivos e fluidos, porque a eficiência energética veicular mantém-se como absoluta prioridade a qualquer veículo em comercialização no País”.

Painel I – A necessidade de reduzir os gases de efeito estufa e as emissões locais introduz novas tecnologias para a mobilidade. Em apresentação “Os desafios dos fluidos frente à evolução tecnológica da mobilidade”, Everton Silva, da Mahle, reforçou sobre a importância da redução do atrito, como ainda um fator importante para apoiar a redução das emissões de COe os lubrificantes desempenham um papel importante neste campo.

Ainda de acordo com o Silva, “a mobilidade eletrificada tem necessidades tecnológicas adicionais para lubrificantes e fluidos. Além disso, acessórios eletrificados (MH) e bioeletrificação são a próxima etapa para o desenvolvimento do trem de força no Brasil, com oportunidades para novas tecnologias de fluidos e óleo lubrificante”.

Na palestra “Eletrificação e a lubrificação de veículos híbridos”, Rodolfo Ferreira, da Afton Chemical, informou que a tecnologia híbrida é promissora para atender aos requisitos atuais e futuros de emissão e economia de combustível. “A baixa temperatura de operação, partidas, paradas frequentes e longa permanência do motor são alguns dos principais aspectos da engenharia e do ciclo de trabalho de híbridos que requerem atenção especial em comparação com a lubrificação convencional do motor. A diluição e a emulsão do óleo são problemas relevantes que afetam a lubrificação dos híbridos”, informou.

Segundo Ferreira, a Afton Chemical tem conduzindo pesquisas avançadas nesta importante área para fornecer soluções robustas para a tecnologia híbrida atual e futura.

Para Leandro Benvenutti, da Infineum, a associação revolucionária de motores elétricos e caixa de câmbio multimodo sem embreagem é ideal para mudanças de marcha suaves. “Trata-se de um sinônimo de melhor eficiência de combustível”, disse o especialista em palestra “Tecnologia para Fluidos de Transmissão em Veículos Híbridos e Elétricos”.

O painel foi encerrado após debate entre os palestrantes mediado por Everton Gonçalles, um dos coordenadores do simpósio da AEA.

Em complemento ao contexto do simpósio da AEA, o Painel II foi dedicado ao segmento de veículos pesados e contou com a palestra “Proconve P8 – Evoluções e Desafios”, apresentada por Paulo Jorge, da Mercedes-Benz. Na oportunidade, o executivo pontuou alguns desafios com a entrada das novas leis, incluindo as próprias emissões baseadas nos testes de conformidade levando em consideração o alto teor de biodiesel no mercado brasileiro (15% em 2023) e os cuidados especiais no tocante a lubrificante e combustível.

A palestra “Perspectivas e impactos para Mobilidade em Veículos Pesados”, ministrada por Marcos Davi Rufino, da Chevron Oronite, para quem “mesmo com a expansão da eletrificação, o Brasil necessita de soluções complementares à sua realidade. E sejam quais forem, é fundamental incentivos governamentais consistentes”. O especialista da Chevron Oronite ainda reforçou sobre a necessidade de investimentos em gasodutos para aumentar estações de serviço com oferta GNV. “Hoje cerca de apenas 5% dos postos dispõem de GNV e metade deles localizados em RJ e SP e majoritariamente em áreas urbanas”, afirmou .

O Painel II foi encerrado com debate mediado por Sergio Viscardi, um dos coordenadores do simpósio da AEA.

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