Seguradoras apostam na digitalização para superar perdas da pandemia

Seguradoras apostam na digitalização para superar perdas da pandemia

Solução baseada na Inteligência Artificial e na telemetria da Wings é aposta para seguros personalizados

A pandemia de coronavírus transformou o modelo de negócio das empresas, inclusive o das seguradoras de veículos. Impactado diretamente pela menor circulação de carros nas ruas, o setor registrou seu maior índice de cancelamento da história em abril, com taxa de 13%, de acordo com a Confederação Nacional dos Seguros (CNseg). Com isso, as empresas se viram obrigadas a se readequar. Os preços caíram e, em agosto, por exemplo, atingiram o mesmo patamar de 2012, segundo a corretora Minuto Seguros.

Atenta a esse movimento e essa necessidade de reinvenção, a Wings, empresa brasileira desenvolvedora de tecnologias automotivas, criou um braço do seu negócio para atender especificamente a demanda dessas empresas no ramo da digitalização. “Nossas soluções sempre estiveram em sintonia com as necessidades das seguradoras. Porém, a pandemia tornou esse movimento mais urgente. Nosso produto permite que as seguradoras trabalhem no modelo UBI – Usage Based Insurance, já muito utilizado no exterior, em que o consumidor paga pelo uso, basicamente”, explica João Marcelo Barros, co-fundador da Wings.

Equipado com inteligência artificial e telemetria, o dispositivo da Wings consegue informar a seguradora, em tempo real, todos os dados de rodagem do veículo. Dessa forma, é possível trabalhar planos personalizados atendendo com valores diferentes clientes que rodam, por exemplo, 500 quilômetros por mês, até os que rodam mil quilômetros por mês.

Por ser uma solução 100% digital, os seguros baseados na tecnologia da Wings eliminam processos morosos e burocráticos como o preenchimento de fichas para a contratação de apólices. Além disso, por possuir um aplicativo próprio, a solução abre espaço também para um novo canal de comunicação entre seguradora e cliente.

“O consumidor moderno quer pagar pelo que consome. Para se ter uma ideia, de acordo com dados coletados pelo VAI (Vehicle Artificial Intelligence), nosso sistema de conectividade, a média de rodagem do brasileiro ficou em 43 quilômetros em outubro, uma queda de cerca de 20% em relação ao mesmo período de 2019, quando a média foi de 53 quilômetros. Em abril, no auge da pandemia essa média chegou a 25 quilômetros por dia!  Não faz sentido continuar cobrando o valor cheio de um condutor que não tirou o carro da garagem por meses. Felizmente, as seguradoras entenderam que precisam se adequar ao novo perfil de consumidor e que a tecnologia é uma boa ferramenta para isso”, analisa o co-fundador da Wings.

De acordo com João Marcelo Barros, duas empresas negociam com a Wings com o objetivo de implementar esse tipo de seguro no Brasil e uma terceira já opera produtos nesses moldes com a tecnologia da Wings. “São projetos que estavam em desenvolvimento e programados para serem lançados apenas no segundo trimestre de 2021. No entanto, com a pandemia, nossos parceiros aceleraram seus planos e muito em breve devemos anunciar novidades nesse sentido”, comenta o executivo.

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