Impactos dos fluidos e da viscosidade na filtração

Impactos dos fluidos e da viscosidade na filtração

Quanto maior a viscosidade maior deverá ser a área filtrante

Para alcançar eficiência em filtração é necessário ter amplo conhecimento sobre as características dos fluidos, pois quanto maior a viscosidade maior deverá ser a área filtrante. Foi o que afirmou José Alexandre Marques, engenheiro e consultor da JAM Treinamentos, no dia 13 de maio, no “Abra Talks”, evento virtual mensal da Abrafiltros – Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas – Automotivos e Industriais, quando abordou o tema “Viscosidade: Impacto em dimensionamento de sistemas de filtração”.

Marques explicou que a viscosidade do fluido é a medida de resistência ao fluxo de uma substância. É a resistência à deformação gradual ocasionada pela tensão de cisalhamento ou tração em movimento a uma determinada temperatura e pressão. “A tensão de cisalhamento é causada pela fricção intermolecular, quando camadas de fluido tentam deslizar umas sobre as outras ou sobre outra superfície qualquer”, comentou.

Segundo o consultor, as forças moleculares diferem dependendo da substância. O mel, por exemplo, é mais complexo, portanto, tem viscosidade maior do que a água.

A viscosidade pode ser apresentada de duas formas: dinâmica, quando depende de tensão, ou cinemática, quando depende de tensão e densidade da substância.

Durante a apresentação, falou sobre as unidades de medidas de viscosidade, citando a SSU (Seconds Saybolt Universal), SSF (Saybolt Seconds Furol), Seconds Redwood I, Degrees Engler, mais utilizadas com petróleo, combustíveis e derivados; e Ford Cup #4 e Zahn, mais usadas em tintas, vernizes e resinas, entre outras. “Use um conversor de unidade de medidas para transformar na unidade desejada”, ressaltou.

Para medir a viscosidade do fluido sob condições definidas de fluxo, indicou o viscosímetro. Mas, acrescentou que, há materiais que não podem ser medidos pelo viscosímetro e sim pelo reômetro, como o concreto.

Falou também sobre os tipos de fluidos: newtonianos, quando a viscosidade é constante e segue a Lei de Newton, ou seja, a taxa de deformação é proporcional à tensão de cisalhamento; e não newtonianos, quando a taxa de deformação não é proporcional à tensão, podendo aumentar ou diminuir de acordo com a elevação de tensão de cisalhamento. Os newtonianos abrangem os gases e líquidos não poliméricos e homogêneos. Já os fluidos não newtonianos incluem fluidos como o ketchup e amido de milho com água.

Ao final da apresentação, destacou alguns cuidados no processo de filtração de fluidos. “Caso haja dúvidas sobre a performance do fluido ou processo, é recomendável que você faça teste”, alertou.

Atentou também para a questão da temperatura. “Muitas vezes, a alteração de temperatura causa variação de viscosidade, implicando em leitura de variação de perda de carga no sistema, levando a crer que os elementos filtrantes podem estar saturados ou apresentando perda de carga menor que a inicial”, finalizou Marques.

Após a apresentação de Marques, o engenheiro Renato Ramos abordou o tema “O uso de membranas no processo de filtração de águas e efluentes” e, em seguida, Ricardo Simões de Abreu, consultor da Bright Consulting, falou sobre “Qualidade Ambiental e a Mobilidade Sustentável”.

Para o presidente da Abrafiltros, João Moura “Discutir temas específicos da área, trazendo palestrantes com vasta experiência no segmento é fundamental para agregar valor ao mercado de filtros”.

O próximo “Abra Talks” acontece no dia 10 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente e vai abordar os seguintes temas: Redução da Pegada de Carbono em sistemas de Filtração Industrial, Licenciamento Ambiental e Reciclagem Veicular.

As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas através do link:  https://forms.gle/k5Eom1QfTAAqFwiYA até o dia 09/06.

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