O que levar em consideração na escolha entre etanol e gasolina

A decisão entre etanol e gasolina envolve fatores como rendimento, impacto ambiental e custo-benefício. Diante das variações de preços, conhecer essas diferenças ajuda o consumidor a fazer uma escolha mais adequada

A hora de abastecer segue sendo um momento de dúvida para alguns motoristas. A decisão entre etanol e gasolina envolve fatores como rendimento, impacto ambiental e custo-benefício. Em um cenário de variações nos preços, conhecer essas diferenças ajuda o consumidor a fazer uma escolha mais adequada.

De acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente ao período de 28 de junho a 4 de julho, o preço médio do etanol hidratado no Ceará foi de R$ 4,99. Já a gasolina comum foi encontrada, em média, a R$ 6,84, enquanto a aditivada chegou a R$ 7.

Etanol ou gasolina: o que considerar?

O etanol é um biocombustível produzido, principalmente, a partir da cana-de-açúcar. Ele possui alta octanagem, fato que contribui para uma queima eficiente no motor. Também é considerado uma alternativa mais sustentável por emitir menos poluentes. Por outro lado, apresenta menor densidade energética, o que faz com que o veículo percorra menos quilômetros com a mesma quantidade de combustível.

Já a gasolina é derivada do petróleo e possui maior densidade energética, garantindo grande autonomia. Apesar do rendimento superior, apresenta maior emissão de gases de efeito estufa em comparação ao etanol.

Para facilitar a decisão, o consumidor pode recorrer a um cálculo simples: como o etanol costuma ser vantajoso quando custa até 70% do valor da gasolina, basta multiplicar o preço da gasolina por 0,70. Se o preço do etanol for igual ou inferior ao resultado, ele tende a oferecer melhor custo-benefício. Caso ultrapasse esse limite, a gasolina passa a ser a opção mais econômica.

Segundo Antônio José Costa, assessor de assuntos econômicos do Sindipostos-CE, a decisão deve considerar principalmente o perfil de uso do veículo. “O consumidor pode calcular como ponto de partida, mas ainda é importante observar o rendimento do carro, o tipo de trajeto a ser percorrido e a frequência de abastecimento. Para quem roda mais ou faz viagens demoradas, a gasolina tende a compensar. Avaliar esses fatores é o que garante uma decisão mais eficiente”, explica.

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