33ª edição do Congresso & Expo Fenabrave comemora os 60 anos da associação

Setor automotivo projeta alta em 2025 apesar de juros elevados

O setor automotivo brasileiro prevê expansão de 6,2% em 2025, mesmo em um ambiente marcado pela taxa de juros elevada. A estimativa foi apresentada pelo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet durante a 33ª edição do Congresso & Expo Fenabrave, em São Paulo.

Autoridades presentes no encontro avaliaram que o crescimento poderia ser maior caso o “custo Brasil” e os juros fossem menores. Uma das iniciativas que ajudou a amenizar os efeitos do crédito caro foi o programa Carro Sustentável, lançado em julho, que reduziu o IPI para modelos mais econômicos e de baixo consumo. A medida contribuiu para um aumento de 9,13% nos emplacamentos em julho de 2025 em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

O desempenho, no entanto, não se repetiu em todos os segmentos. O mercado de veículos pesados, especialmente caminhões, registrou retração de 7% no primeiro semestre. Segundo o presidente da Fenabrave, Arcélio Junior, a queda reflete a menor renovação de frotas, encarecida pelas condições de financiamento e pela cautela de setores da economia.

No evento, considerado o segundo maior do setor no mundo e o maior da América Latina, a Fenabrave revisou suas projeções de vendas. Agora, a expectativa é de crescimento de 4,4% em 2025, totalizando 2,75 milhões de unidades vendidas. A revisão levou em conta a desaceleração no mercado de caminhões, bastante dependente do PIB e do crédito.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também participou da abertura e reforçou que a taxa Selic permanecerá elevada. “O descumprimento da meta de inflação em 2024 e 2025 exige uma política monetária mais restritiva”, afirmou.

Apesar dos desafios, o setor de distribuição mostra vitalidade. Com a entrada de novas marcas, sobretudo chinesas, foram abertas 1.225 concessionárias no país, elevando o total para 8.225. A regulamentação do setor continua baseada na Lei Renato Ferrari, de 1979, cuja constitucionalidade aguarda julgamento pelo Supremo Tribunal Federal.

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