Brasil e Argentina: dois polos de produção que refletem o compromisso da Nissan com a América do Sul

Um balanço pelos investimentos que impulsionaram o crescimento da companhia na região

 15 de abril de 2014. Esta é a data em que a história da produção da Nissan na América do Sul dá um salto para o futuro, com a inauguração oficial de seu Complexo Industrial em Resende, no Estado do Rio de Janeiro, anunciado pela primeira vez em 2011.

Apesar da história da marca no Brasil ter começado a ser escrita em 2002, quando a empresa concentrou sua produção na fábrica da Aliança localizada em São José dos Pinhais, no Paraná, a inauguração do Complexo Industrial de Resende representou um marco mundial, reforçando o compromisso da companhia com a região com a produção 100% Nissan para entregar veículos de última geração com qualidade e tecnologia.

A Nissan investiu 1,5 bilhão de dólares para construir a unidade industrial e ter um ciclo completo de produção, com capacidade instalada para produzir até 200 mil veículos e 200 mil motores por ano em três turnos. Até o momento, é um dos maiores investimentos dedicados à construção de uma fábrica automotiva no país.

E os investimentos não pararam por aí. Em 2017, a Nissan destinou mais de 192 milhões de dólares para o início da produção do Nissan Kicks e em fevereiro de 2021, mais 20 milhões de dólares para a fabricação da nova geração do crossover, atualmente comercializada.

Em outubro de 2021, a Nissan anunciou a abertura de um novo turno de produção em sua fábrica de Resende com 578 novos funcionários, com o objetivo de atender a forte demanda pelo Novo Kicks tanto no mercado interno quanto em outros países, com a exportação do modelo brasileiro. Para preparar os novos funcionários e garantir a qualidade de produção aplicada pela marca em todo o mundo, a Nissan conduziu 106 mil horas de treinamentos.

De sua inauguração em 2014 até 2021, o Complexo Industrial de Resende produziu mais de 500 mil carros, e a Nissan exportou mais de 80 mil veículos, sendo a Argentina o principal destinatário com 63% das exportações. Além disso, atingiu a marca de 12 milhões de peças estampadas. Hoje emprega 1.950 funcionários e produz 272 veículos e 227 motores por dia (31 veículos por hora).

A Argentina segue forte como país produtor e exportador da Nissan na América do Sul. Fato que representa o recente anúncio do início da produção da Nova Nissan Frontier.

Na Argentina, o projeto industrial teve início em 2015, quando foi anunciado um investimento de 600 milhões de dólares, destinado ao início da produção local da picape Nissan Frontier na fábrica localizada em Santa Isabel, Córdoba, em aliança com a Renault.

A produção da icônica da Nissan Frontier, iniciada em 31 de julho de 2018 com o objetivo de abastecer o mercado argentino e exportar para o Brasil, posicionou a Nissan Argentina como uma forte produtora automotiva no país e passou a integrar a rede global de fabricação das picapes onde estão Tailândia, China, Espanha e México.

Em agosto de 2020, a Nissan anunciou um novo investimento de 130 milhões de dólares para desenvolver fornecedores locais e expandir sua linha de produtos.

Alguns números refletem este compromisso da fabricante japonesa: durante o ano de 2021, a Nissan produziu 18.641 picapes, um crescimento de 67% em relação ao ano anterior. No mesmo período, foram exportadas 12.457 picapes e alcançou-se a marca de 25 mil unidades enviadas ao Brasil desde o início da sua produção. Atualmente, cerca de 75% da produção se destina à exportação.

Além disso, este ano a Nissan anunciou dois novos mercados de exportação – Chile e Colômbia – para a Nissan Frontier fabricada em Córdoba, sob o padrão Euro 6.

A modernização das fábricas de Resende e Santa Isabel são parte dos planos da Nissan de se posicionar entre uma das três principais marcas automotivas na América do Sul, garantindo a sustentabilidade do negócio e criando oportunidades a médio e longo prazo.

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