Dicas para o manuseio e instalação das velas de ignição

Especialista  recomenda ações práticas para evitar danos ao item e ao veículo

O manuseio inadequado das velas de ignição pode causar riscos ao componente e ao motor. A troca realizada por uma pessoa sem habilidade é capaz de ocasionar estragos ao motor e às velas. A quebra da vela pode provocar queda de material na câmara de combustão, levando a danos severos no motor, e causar danos à rosca do cabeçote que elevam os custos do reparo. Outros problemas podem ser gerados, como a redução da durabilidade e superaquecimento.

Para a manipulação correta do item, a NGK compartilha oito importantes dicas para os motoristas implementarem no dia a dia. Confira:

  1. Identifique o motor e consulte a aplicação correta da vela — A NGK disponibiliza tabelas de aplicação, consulta on-line através do site, catálogo eletrônico e App;
  2. Com o motor desligado e frio, remova com cuidado os cabos ou as bobinas de ignição. Observe a ordem de ignição para não inverter e provocar falhas. Em alguns modelos de veículos, para realizar a remoção é necessário deslocar primeiramente outros componentes, como o coletor de admissão. Verifique a especificidade de cada motor;
  3. Pesquise cada tipo de vela para escolher a ferramenta específica para remoção do item. Alguns veículos necessitam de ferramentas especiais para essa atividade, como as velas bi hexagonais, comuns em algumas linhas de veículos;
  4. Observe o encaixe da chave na vela e o alinhamento, a inclinação da chave, pode levar a quebra da vela na remoção;
  5. Aproveite que a vela foi removida e averigue a ponta ignífera (ponta da vela) para identificar condições de desgaste e queima. Este item é muito importante por indicar contaminação de óleo e água na câmara de combustão, assim como uso de combustível de má qualidade. No isolador (parte branca onde se encaixa o cabo e a bobina), verifique se não há marcas de flash over, passagem de corrente elétrica entre a ponta da vela e castelo metálico (parte de metal). Em caso afirmativo, é necessária a substituição em conjunto dos cabos ou bobinas. Por fim, confira se há sinais de oxidação no pino terminal e, se necessário, realize a substituição dos cabos ou bobinas;
  6. Na instalação, o alinhamento da rosca da vela com a rosca do cabeçote deve ser observado. Recomenda-se rosquear manualmente, para não danificá-lo. Um cuidado adicional é limpar as mãos para não contaminar com resíduos, como óleo e graxa, o isolador (parte branca da vela em que se encaixa o cabo ou a bobina) e ocasionar flash over;
  7. O torque (força aplicada no aperto) é muito importante na hora de apertar a vela e evitará danos futuros na rosca da vela e do cabeçote. Outro cuidado a ser tomado é o alinhamento da ferramenta para evitar danos na vela, como trinca do isolador. As características dos motores modernos fazem com que seja necessária a aplicação do torque de aperto específico por meio do uso do torquímetro no momento da instalação;
  8. Para motores que possuem vela com eletrodo lateral direcional, ou com posicionamento pré-determinado na câmara de combustão, a aplicação de um torque incorreto altera a posição da vela na câmara. Isso pode provocar a geração de códigos de falhas no sistema de injeção. Para este tipo de vela é recomendável a troca sempre que ela é removida. Na reinstalação não há como garantir o posicionamento correto na câmara de combustão.

“Nos motores antigos, que possuem como característica construtiva o posicionamento da vela em local mais acessível, a troca da vela pode até ser realizada pelo próprio motorista – válido para os entusiastas-, se ele possuir habilidade, conhecimento e as ferramentas adequadas”, afirma Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK do Brasil. Em relação aos motores novos, a desmontagem de componentes é complexa por causa do layout, que dificulta o acesso, sendo necessárioum profissional qualificado para realizar a tarefa.

O especialista da NGK salienta que uma vela com problemas pode gerar falhas de ignição e danos em outros componentes do motor, e provocar aumento do consumo e do nível de emissão de poluentes. “Para o perfeito funcionamento do motor, a manutenção preventiva é a melhor escolha”, ressalta Mori.

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