Índice Mensal Checkauto: 11% dos veículos consultados  em agosto possuem alguma irregularidade

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A venda de usados tem crescido mês a mês no Brasil. Dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) mostram que de janeiro a agosto deste ano houve alta de 4,1% na comercialização em relação ao mesmo período de 2014. Com o aumento na procura de veículos usados, o ideal é que os consumidores passem a se preocupar mais com os riscos que podem correr ao realizar uma compra sem verificar o histórico do veículo. Mas nem sempre isso é feito.
O balanço mensal da Checkauto, empresa do Grupo DEKRA Brasil especializada em consultas sobre o histórico online de veículos seminovos e usados, apontou restrições em 11% dos carros consultados em agosto, evitando aos bolsos dos consumidores um prejuízo de R$ 177,3 milhões.
Do total das consultas que retornaram com algum tipo de alerta, 26% referem-se a veículos com histórico de leilão, 22% com histórico de recall e, em seguida, com 10%, roubo e furto em aberto. Por fim, quilometragem divergente, com 4%.
“A importância de se realizar uma consulta está justamente em evitar problemas futuros na hora de comprar um semi novo ou usado. É um valor pequeno a se investir e pode evitar diversas dores de cabeças”, explica o gerente da Checkauto, José Felix.
Principais restrições em agosto:
Histórico de leilão (26%) – Esta restrição não é impedimento para a compra, mas é motivo de alerta. É imprescindível que o bem passe por uma vistoria técnica antes de ser comprado, porém vale a pena uma avaliação mais profunda já que, o carro pode ser sido retomado por um financiamento não pago e estar em boas condições de uso.
Recall (22%) – Os chamados de recall estão relacionados a falhas que comprometem a segurança veicular, podendo causar acidentes ou danos graves por um recall não atendido. Com isso, o proprietário deve atender a todos os recalls anunciados para o seu veículo. Se, por qualquer motivo, deixar de fazê-lo, é importante que seja transparente na hora da venda, informando ao possível comprador. Uma das maneiras de saber que foi feito o reparo exigido pela montadora, é solicitar o documento formal que comprove a ciência da existência das convocações atendidas.
Registro de Roubo e Furto (10%) – Quem adquirir um veículo nesta situação terá muita dor de cabeça, caso seja parado em uma blitz, ou inspeção policial. O proprietário de um carro clonado pode ter o bem apreendido, responder a um processo criminal e terá de provar que não é o responsável pela adulteração.
Restrição de Km (4%) – O histórico de Km pode alertar para o risco de a quilometragem ter sido adulterada. O que pode causar risco à segurança dos ocupantes do automóvel. A adulteração do hodômetro é muito grave. O plano de manutenção dos pneus,por exemplo, depende diretamente da quilometragem rodada. Quando a marcação original é adulterada, o comprador deixa de fazer a manutenção nos prazos indicados pelo fabricante, por desconhecer a quilometragem real.
 

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